Toque de Bola


Blog em destaque

 Esqueci de publicar aqui no blog, mas é com prazer que digo que O BLOG TOQUE DE BOLA É DESTAQUE DO MÊS NO PORTAL BOL!!!

 

 

 Segue o link da página: http://blog.bol.uol.com.br/

 

 Novamente agradecendo a todos vocês que me ajudam neste blog, comentando e dando sua opinião e fazendo o que ele é hoje.

 

Valeu demais!!!



 Escrito por Danilo Albuquerque às 20h40 [] [envie esta mensagem] []






"Vasco da Gama! Religião!" - por Luis Sergio

 Queria vir comentar aqui o título do Vasco. Mas por não sentir o que o torcedor sentiu, não me achei digno.

 E, com toda a licensa apropriada, posto aqui o post do meu amigo Luis Sergio do blog FuteAki em que participo para expor a opinião de quem realmente entende do assunto.

 

 A matéria completa:

"Eletrizante, emocionante, espetacular e até infartante. É ultrajante definir este título histórico do Vasco em algumas palavras. Esta vitória, vale muito mais que o título em sí. Ela traz o resgate, o orgulho e o que é ser vascaíno, coisa que há muito tempo muita gente não se lembrava e que havia se esquecido.

Não foi do Coritiba que vencemos. Não foi também do Avaí, do Atlético-PR ou do Comercial que a gente conseguiu vencer. Foi da história, foi da humilhação, do descaço, do desprezo e de tudo de ruim que nós vascaínos passamos por miseráveis e quase inacabados 11 ANOS.

Do tempo em que o Vasco atraia mais inimigos do que torcedores, graças ao grande Sr. Eurico Miranda, que se for colocar na balança, mais prejudicou do que ajudou o Vasco. Mas não faz mal...

Ganhamos também, de todos que sempre torceram (e ainda torcem) contra o Vasco. Que na verdade são anti-vascaínos disfarçados de torcedores de clubes A, B ou C. Que na verdade, preferem a desgraça alheira do que a felicidade sua e de alguns. Também, não faz mal...

E mais uma vez, provamos que para ser vascaíno, tem que ser corajoso, tem que ser forte e acima de tudo, tem que ter o coração em dia, porque para aguentar tudo isso que a gente aguentou por todos estes 11 anos, com derrotas humilhantes, com decepções em decisões e com um rebaixamento triste, tem que ser digno de Vasco. Mesmo assim, mas uma vez, não faz mal...

... Porque tudo isso serviu para que os verdadeiros e fiéis vascaínos continuassem acreditando. Acreditando que aquele tempo de glórias, aquele tempo de lições, aquele tempo de alegrias e de vitórias iria voltar. E voltou.

Mas ainda é pouco. Muito pouco...

Porque para um clube que teve que construir o seu próprio estádio, para poder disputar um campeonato. Para um clube que venceu a sociedade com muita luta para colocar pessoas 'brancas' e 'negras' para jogar futebol. Para um clube que provou que o jogo só termina, quando o árbitro apita o final do segundo tempo, mesmo que o placar e todas as condições fossem desfavoráveis. Essa Copa do Brasil é só o começo.

E isso não sou só eu que digo. Somo todos nós, que não deixamos ninguem dormir de quarta para quinta, que fizemos o Rio e o Brasil parar para saudar esta conquista, fazendo uma festa organizada, bonita e sem quebra-quebra (alôôôu torcida do...). Que deixamos até aqueles que cornetavam, dar o braço a torcer e ver aquilo que eu e todos nós vascaínos vimos quando decidimos ser parte deste clube e desta história.

Que o Vasco é mais que um time, um elenco, um título. É uma religião!


Abraço de coração!
Luís Sérgio"



 Escrito por Danilo Albuquerque às 20h38 [] [envie esta mensagem] []






 
 

Peñarol x Santos

 

http://globoesporte.globo.com/futebol/libertadores/noticia/2011/06/renascidos-santos-e-penarol-levam-tradicao-final-da-libertadores.html

Data: 15/06/2011 - Hora: 21h50

Local: Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai

 

 

 O último passo.

 A considerada terceira geração de ouro dos meninos da Vila encara hoje e na próxima quarta-feira os últimos jogos que poderão consagrar novamente o Santos Futebol Clube como campeão da América, pela terceira vez em sua história.

 

 Comparações históricas são inevitáveis.

 O Santos de Pelé, o único time santista que conseguiu tal feito, fez uma de suas finais campeãs justamente com o mesmo Peñarol que vemos hoje. Impossível não comparar gerações, mesmo que infinitamente distintas.

 Aquela época o Santos era o Barcelona dos dias de hoje. Tinha o melhor jogador do momento, que com o tempo se tornaria o melhor da história, isso sem desmerecer estrelas de igual brilho como Coutinho, Pepe, Zito e outros. Apesar de possuir o rei do futebol no elenco, era o elenco o grande rei do futebol da época.

 

 Hoje vemos um Santos que, longe do time da década de 60, tem um time igualmente inovador e encantador.

 Também com meninos, com promessas do futebol, que ainda tão jovens já vestem a camisa da Seleção. Um time que ao longo da competição, amadureceu, encontrou seu futebol misturando num perfeito equilíbrio a arte com a eficiência. Tudo isso com dribles desconcertantes, passes de mestre, jogadas bonitas, alegria, ousadia e o mais puro e refinado talento.

 E mesmo sendo a comparação novamente absurda e desaforada, o Santos de hoje também tem o seu Pelé: um tal de Neymar. Um garoto que já superou as barreiras do clube e que mal cabe em seu próprio uniforme de tanta genialidade. Já não é mais novidade, nem promessa, nem futuro: é agora. Um jóia, daquelas que temos e não deixamos ninguém por a mão.

 

 Pois a geração que apaixonou o Brasil chega agora a seu momento decisivo. Mas uma das tantas responsabilidades dadas a esses garotos que nem 20 anos fizeram (ok, o Léo e o Elano são excessões, mas são jovens por dentro =) ).

 E contra um time histórico. Um time que viu Pelé. Só por aí já não seria pouca coisa.

 Mas tem mais. É um time que, assim como o Santos, cresceu na competição, sem apresentar um futebol igualmente bonito, mas igualmente eficiente e assás perigoso. Suas bolas aéreas são a principal arma, certeira frente a uma defesa com dificuldade justamente nesse quesito.

 Mas que eu creio que Muricy soube corrigir. Eu creio.

 Muricy estabilizou o time de uma forma geral. Fiquei curioso em saber quem mudaria: Muricy seria contagiado pela arte displiciente ou o Santos seria contagiado pela burocracia em campo e obediência tática. Eis que digo que a situação chegou à sua melhor conclusão: um pouco de nada, e um pouco dos dois.

 

 Fato é que é tudo ou nada.

 Um jogo hoje, no Centenário, outro daqui a uma semana, no Pacaembu. Longe da Vila mas perto do torcedor. Porque discussões são besteiras: jogue onde jogar, estando no Brasil, o Santos estará EM CASA.

 E sem a menor diferença.

 Mas a verdade é que mais da metade do título se decide hoje. Na casa adversária. O time é brigador, guerreiro, fazedor de gols, e que me surpreendeu não se inibindo com a pressão dos outros. Que fiquem com ela! Quem joga bem não escolhe gramado. Seja no Uruguai, seja no Brasil, seja no Japão. 

 

Penãrol: Sebastián Sosa, Alejandro González, Carlos Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Luis Aguiar, Nicolás Freitas e Matías Mier; Alejandro Martinuccio e Juan Manuel Olivera

Santos: Rafael, Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Danilo e Elano; Neymar e Zé Eduardo



Categoria: Evento
 Escrito por Danilo Albuquerque às 20h12 [] [envie esta mensagem] []






 
 

Se a bola soubesse o encanto que tem, não passaria a vida inteira rolando de pé em pé" 

 

Autor: Armando Nogueira

 



Categoria: Citação
 Escrito por Danilo Albuquerque às 19h45 [] [envie esta mensagem] []






A chance

 Depois do jogo de ontem, Mano divulgou a lista oficial dos nomes dos jogadores que irão para a Copa América.

 Confira:

 

Goleiros
Julio César (Inter de Milão)
Victor (Grêmio)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona)
Maicon (Inter de Milão)
André Santos (Fenerbahçe)
Adriano (Barcelona)

Zagueiros
Lúcio (Inter de Milão)
David Luiz (Chelsea)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)

Volantes
Ramires (Chelsea)
Lucas Leiva (Liverpool)
Sandro (Tottenham)

Meias
Elano (Santos)
Elias (Atlético de Madri)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Jadson (Shakhtar Donetsk)
Lucas (São Paulo)

Atacantes
Neymar (Santos)
Robinho (Milan)
Fred (Fluminense)
Alexandre Pato (Milan)

 

 Destaque para a presença de Paulo Henrique Ganso e de Alexandre Pato. As aves estão de volta ;D

 

 Até os volantes, Mano foi impecável ou muito próximo disso.

 O resto é muito questionável.

 

 Primeiro pela ausência de Hernanes. Um ótimo jogador, polivalente, serviria em mais de uma posição e poderia dar uma vaga mais a um outro atacante, por exemplo. Depois da expulsão infeliz no amistoso contra a França, parece que se queimou com o Mano. Uma horrenda injustiça, visto que o meia cresceu muito quando foi para a Europa, carregou a Lazio nas costas e manteve uma regularidade animadora. Se a serviço da Seleção, seria mais que um quebra-galho.

 Depois pela falta de um 10 de origem. Ganso está na lista e é nossa salvação. OK. Mas não possuímos um reserva a altura, alguém de peso para substituí-lo, o que é estritamente necessário vistas as contusões recentes de Ganso (que as vezes parece ser feito de vidro). Jadson é bom jogador, sim, pode render muito com a camisa da Seleção se não se intimidar. Mas me desculpe: É POUCO.

 Certo, não há muitos 10s disponíveis. Mas alguns nomes caberiam bem aí: o próprio Hernanes, o em grande fase Thiago Neves (que mal teve chances ontem), o bom Renato Augusto (que não é de se jogar fora), o Douglas que já foi usado por ele mas se queimou no jogo da Argentina, até o Ronaldinho que mesmo vaiado ainda é ídolo e faz tremer qualquer zagueiro.

 E falando em defensores, um absurdo a ausência de Marcelo. A fase dele é ESPETACULAR, sem igual. É jovem, é talentoso e brilha num dos maiores clubes do mundo (Real Madrid *-*). Precisa de mais? E prefere o isolado do futebol André Santos e o reserva do Barcelona Adriano. Ambos bons jogadores, mas nenhum no nível do Marcelo.

 E por último e pior item: FRED. Não dá para acreditar que o Mano preferiu levar esse centroavante mediano e rejeitou o talentoso Leandro Damião e o experiente da Copa do Mundo Nilmar. É inacreditável isso. O cara perdeu chances claras nos dois amistosos dessa semana, protagonizou lances escrotos e ainda assim foi titular nos dois. É oportunista, é artilheiro, sim. Mas é insuficiente.

 

 Se estamos carentes de camisas 10, não podemos dizer o mesmo de atacantes.

 André, Hulk, Diego Tardelli, Kleber, Nilmar, Damião. Olhe quantos! Trocar todos eles pelo Fred???

 Me desculpe, Mano. Mas essa foi RIDÍCULA. A chance dele foi na Copa de 2006 ou na de 2010. Pensar nele para a próxima Copa é muita, mas muita pretensão. Ele vive uma boa fase neste momento, mas eu duvido que vá durar até 2014. Não é praga, é a realidade. Até lá, eles passará dos 30 anos, o que limita muita sua condição física. Não acompanha o ritmo da molecada que vem ai.

 

 Desacreditada, a Seleção segue sua vida.

 Se não fosse por Fred, diria que esse é o nosso time ideal. Ele deve ser reserva do Pato (graças ao bom Deus).

 Os caras foram chamados. A chance foi dada. O ambiente joga contra. Há pressão. Uma mistura de apoios e problemas. Tudo que uma seleção de verdade tem que passar. Está tudo aí, a responsabilidade foi dada. Hora dos novos nomes dessa seleção fazerem a diferença.

 O desempenho nessa Copa América será um divisor de águas. Se as más atuações continuarem, a pressão e a crítica sobre esse time será enorme, a desconfiança se tornará revolta e Mano terá problemas astronômicos. Os amistosos não ajudaram em nada para a imagem da seleção frente ao povo brasileiro. Mas um título aliviaria isso tudo.

 Ou seja, é tudo ou nada.

 E na Argentina.

 É a chance. Umas das únicas para essa garotada. Falta jogar bem. Mais que isso: falta jogar bem, falta ganhar e falta agradar. Um peso enorme, mas nada que 22 jogadores não consigam dividir e aguentar. Talento não falta. E a vontade?

 

O Brasil estreia na Copa América contra a Venezuela no dia 3 de junho



 Escrito por Danilo Albuquerque às 23h31 [] [envie esta mensagem] []






Agora chega

 A emocionante despedida de Ronaldo ontem no Pacaembu serviu como uma forma de fazer o torcedor esquecer o péssimo futebol que a Seleção apresentou em si. É próprio do futebol alienar as pessoas.

 

 Diante de um adversário apático, sem expressão e sem condições de opor qualquer resistência, o Brasil jogou novamente muito abaixo da média e não foi poupado, novamente, de vaias cheias de razão.

 

 

 No Serra Dourada, sábado passado, o mesmo filme. Um jogo chato, quadrado. Uma seleção que deu mais espaço para o adversário e deu a ele as melhores chances de gol.

 Time re-escalado, novo palco, nova ocasião, mesmo futebolzinho. Um gol inútil, fácil, debaixo das traves. Só assim par ao Brasil comemorar alguma coisa.

 

 Separando as laranjas podres, vemos que pouco sobra.

 Um Fred absolutamente PERDIDO em campo, que só fez o gol porque estava fácil. Chutes tortos, sem direção ou com excesso de força. Mau posicionamento e má movimentação, passou a maior parte do tempo nos dois jogos tentando sofrer faltas ou ganhar um gol fácil. Conseguiu. Mas não merecia.

 No jogo contra a Holanda, um time sem a menor criação de jogadas. Ficou evidenciada a ausência de um camisa 10 efeitvo, que cria as jogadas e que finalize também. Elano não é esse cara, nem tampouco Elias ou Ramires. Jadson no segundo jogo até que criou bem, mas não tem o futebol ainda que precisamos.

 Robinho parece ter esquecido seu futebol. Apagado, pouco fez no primeiro jogo e no segundo só procurou servir ou tentar jogadas sem nexo.

 Neymar é dito como promessa, mas se está em campo, é para jogar futebol e para ganhar. Continua abusando das firulas e do jogo bonito, o que eu não condeno de maneira alguma, mas ainda está na seca de gols. Pelo menos foi quem melhor jogou naquele ataque.

 

 Os testes acabaram.

 O próximo compromisso é dia 3 de julho, contra a Venezuela já pela Copa América. Aí o bicho pega.

 Terminamos a série de amistosos sem uma vitória expressiva, sem apresentar um futebol convincente e com o torcedor mais que desconfiado disso tudo. O esquema do Mano não rendeu, apesar de contar com os melhores nomes. Queríamos um time do povo, temos, mas parece que não é o suficiente.

 Não quero ter que admitir que sentirei saudades da seleção do Dunga. Mas a coisa está ficando feia.

 Mano e sua seleção excederam todos os limites aceitáveis. Temos os jogadores que queríamos, agora falta organizar, entrosar e fazer acontecer. E até agora não aconteceu. O que só me faz pensar num trabalho mal-feito. Ou no puro azar.

 Nos próximos jogos saberemos qual é o verdadeiro motivo.

 

 Mas penso em algumas coisas.

 Confiar toda a responsabilidade num garoto de 19 anos é jogar o mundo nas costas de quem não pode carregar.

 Apostar só no futuro e esquecer os craques do presente é ser injusto com o próprio futebol. Não concordo com famílias, grupinhos formados, panelinhas. Seleção é o melhor do momento, não visão para o futuro.

 E por último: futebol é gol. É finalização. É o objetivo máximo e único. Gracejos, malabarismos são consequências. Nada disso adianta se o Brasil estiver atrás do marcador.

 

 ENTÃO VAMOS JOGAR PARA GANHAR!!!



 Escrito por Danilo Albuquerque às 21h23 [] [envie esta mensagem] []






O fim de uma era

 

 Seis títulos pela Seleção Brasileira, maior artilheiro em Copas do Mundo e um dos maiores atacantes que o Brasil viu jogar. Terminou ontem, no Pacaembu, uma era que marcou toda uma geração. Uma era que divulgou a Seleção Brasileira e o futebol em si pelo mundo, uma era vitoriosa da maior seleção vitosiosa do mundo.

 Teve fim a #GERAÇÃORONALDO

 

 Com todas as honras possíveis.

 Pacaembu lotado. Placas de publicidade que mostravam um jogo "terceirizado" (a CBF vendeu os amistosos para a Klefer, empresa de Kleber Leite e seus empresários), uma iluminação que apesar de passar po um apagão antes do jogo se mostrava linda quando em funcionamento. Todos de amarelo, vestidos a caráter para a festa. Faixas de adeus e de agradecmento.

 Como tinha que ser.

 

 O jogo era um amistoso, o adversário era uma seleção, certo que nada valia, mas ficou valendo menos ainda quando serviu para uma despedida de um ídolo eterno.

 

 Flashes do jogo mostravam um Ronaldo aquecendo no vestiário, junto ao filhos. O descuido da aposentadoria evidenciava uma barriga saliente, gorda. Mas alguém se importou?

 Uma vitória sobre as tantas críticas a ele de gordo (algumas eu mesmo fiz). Pois ontem o R9 estava mais gordo do que nunca e foi aplaudido e reverenciado. Vitória sobre o hipotireodismo, sobre a desconfiança e sobre a baçança.

 

 Entrou aos 30 do segundo tempo, no lugar de um Fred sortudo e desmerecedor de tal honra (mais sobre ele e o jogo no post acima).

 E o jogo todo foi para ele.

 Robinho e Neymar faziam de tudo para a bola chegar limpa nos pés do atacante ou pelo menos caírem para ganhar um possível pênalti que não aconteceu.

 Mas chances aconteceram. Três.

 Perdidas, tanto por mérito do goleiro romeno, quanto por falta de preparo do atacante aposentado. O gol não saiu, ficou no uuuuh. Mas ninguém se importou.

 

 E mesmo sem ninguém se importar, Ronaldo novamente mostrou humildade ao pedir desculpas por tais gafes. Num púpito improvisado no meio de campo, Ronaldo falou aos 30 mil presentes no estádio e para os outros milhões de telespectadores que o assistiam pela TV.

 E com um som irritante de Zeca Pagodinho, Ronaldo encerrou sua vida nos gramados e agora deixa que a vida o leve.

 

 E para onde ela o levou!

 De um franzino atacante das categorias de base do Cruzeiro para a fama e reconhecimento mundial. Embaixador da Unicef, dono de feitos impressionantes dentro e fora de campo. E dono também de uma história de luta que durou até seu último dia como profissional.

 Problemas no joelho, no pulso, com o hipotireodismo, com o controle do peso, com a falta de crédito, com os escândalos, com a crítica. Ronaldo viveu uma vida de pura batalha, a qual ele nunca deixou de fugir e também nunca deixou de vencer.

 Um dos poucos e reais vencedores da vida, daqueles que não se abatem frente a um problema, e o usam para chegar a uma solução. Um ser imprescindível.

 

 

 Pois ninguém é um Fênomeno sem motivos.

 Revolucionou toda uma maneira de jogar e de ver o futebol. Criou um estilo, venceu barreiras, mostrou que magia em campo combina com gols. Foi dono da camisa mais difícil da seleção, e dela nunca mais deixou de vestir. Titular absoluto, insubstituível, que agora a deixa órfã de um pai.

 Um pai generoso. Que nunca a abandonou e nunca desistiu dela. Com ela sofreu em 98, com ela as pazes fez em 2002, e com ela se despediu na noite de ontem.

 

 Não há palavras para ele.

 A emoção tomou conta em sua despedida. Acredito que tenha tomado em cada um que assistiu aquele jogo, sem vergonha de vivenciar um saudosismo em campo, de relembrar de suas arrancadas magníficas, de seus dribles desconcertantes, de seus gols quase impossíveis. De lembrar de um largo sorriso naquele título, de um cabelo "a lá Cascão", de uma chuteira prateada. De lembrar em como éramos felizes em vê-lo jogar, de como era bom e seguro ter alguém em quem confiar no ataque. Como era bom.

 

 Tempos que farão falta. Que lembraremos, cheios de ternura e de orgulho, como era ver um predestinado comandando a nossa querida seleção. Alguém que nasceu para o que faz e o fez tão bem e com tanta alegria. A mais pura expressão do futebol brasileiro, que nunca foi tão lindo e tão bem jogado.

 

 Com lágrimas nos olhos termino um post que ninguém gostaria de escrever.

 Mas que tenho muito orgulho (e alguma autoridade) em saber o que estou dizendo.

 

 Valeu Ronaldo, valeu demais. Para sempre o terror dos zagueiros e o ídolo das multidões.

 Um fenômeno



 Escrito por Danilo Albuquerque às 21h01 [] [envie esta mensagem] []






 
 

Brasil x Holanda

http://http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2011/06/mano-revela-conversa-com-fred-e-confirma-atacante-ao-lado-de-neymar.html

Data: 04/06/2011 - Hora: 16:00

Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia-GO

 

 Amistoso é o escambau.

 

 Tanto nós quanto eles sabemos que ninguém vai entrar em campo neste domingo em clima de festa. O jogo pode não valer nada, mas vale muito.

 Vale a honra do Brasil e a vaidade da Holanda.

 

 Brasileiro não gosta de perder. E três derrotas contra seleções importantes machucam: Holanda, França e Argentina.

 E como que buscando seu status quo, Mano busca sua primeira vitória de real afirmação com esse time, que de fato de fato não encantou como esperávamos.

 Mas não por falta de tentativas. Indiscutivelmente, Mano só convocou o que o Brasil tem de melhor no momento (mesmo o momento sendo ruim) e jogou como deveria.

 

 E amanhã vai jogar de uma forma que eu não vejo há tanto tempo!

 

 Veremos amanhã o significado futebolístico da palavra OFENSIVIDADE. Um time exageradamente ofensivo.

 Mas quem disse que o exagero é errado?

 

 Para quem há pouco tempo se livrou do futebolzinho xoxo e burocrático do time do Dunga, estávamos realmente precisando de um time 100% ataque. E por que não experimentar um num amistoso? Mesmo sendo importante, jogar para frente todo o tempo pode garantir uma chuva de gols ou um desespero em contra-ataques. Jogar futebol é correr riscos, é viver ao extremo.

 Digo isso porque fora os dois zagueiros, dois laterais e o goleiro, o resto do time tem cultura ofensiva muito forte.

 

 O Brasil deve ir com Julio Cesar; Dani Alves, Lucio, Thiago Silva e André Santos; Ramires, Lucas e Elano; Neymar, Robinho e Fred.

 

 Três meias, três atacantes e tudo o que temos de melhor (exceto o Fred). Mas centro-avante é o que menos faz diferença nesses ai.

 Outra prova de que não estamos para brincadeira. Pois vamos com tudo! E eles que segurem a bronca.

 Acredito muito no trabalho do Mano. Uma hora tem que dar certo. Fora que eu sou mais Brasil, sempre. E nesse time eu acredito.

 

 Não sei se vence, e ainda não é hora de cobrar se não vencer. É só a seleção vice-campeã mundial.

 Mas o fato é que o Brasil está cada vez mais Brasil. E se esse futebol libertário, artístico e criativo não der frutos, antecipo de antemão: esqueçamos a Copa de 2014.



Categoria: Evento
 Escrito por Danilo Albuquerque às 21h57 [] [envie esta mensagem] []






Pequeno no nome, GIGANTE na quadra

 Senhoras e senhores, crianças e crianços, fãs do basquetebol e simpatizantes do esporte por todo o mundo. Apresento-os um monstro alemão de 4 letras, 24 pontos, 11 rebotes e 4 assistências:

 

DIRK NOWITZKI

 

 Eu não gosto de ser chato (mas infelizmente sou), nem pragmático, e nem pedante no que eu falo.

 Mas não resisto: EU DISSE!

 

 Eu disse.

 O primeiro jogo das finais da NBA não foi nada revelador. A vitória do Miami Heat não mostrou absolutamente nada. Só um time que ganhou na raça e na vontade, na superação. Mas que teria muitos problemas pela frente.

 E ontem teve mais.

 

 Arrumou uma dor de cabeça para os próximos jogos: perdeu em casa.

 E uma virada HISTÓRICA do Dallas Mavericks! 95 a 93! Ponto a ponto, emocionante até o último segundo e último arremesso errado de Dwyane Wade!

 

 O jogo foi um equilíbrio só.

 Um primeiro quarto equilibrado, um segundo melhor para o Dallas, um terceiro com uma vantagem boa do Miami e um último emocionante.

 LeBron e Wade trataram de empatar a partida e somar alguns pontos na diferença.

 

 Mas eis que um Dallas perdido em quadra renasceu furiosamente em quadra e teve uma reação absolutamente inesperada para um time já dado como morto no jogo.

 E Nowitzki apareceu na hora certa. Quem disse que o alemão era amarelão?

 Ponto a ponto, o Dallas empatou e virou cm uma bola de três do monstro faltando 26 segundos do fim do jogo.

 O Miami reagiu numa outra de três de Chris Bosh e 24 segundos finais e possível última posse de bola para o Mavericks.

 Segurando o tempo e a bola, Dirk teve a calma, a consciência e a bravura de se enfiar garrafão a dentro e ainda conseguir uma bandeja e fazer dois para virar de novo.

 Erro de Wade e fim de papo.

 

 O Dallas está mostrando que um elenco unido vale mais que tudo. Só a união deles levou a virada e a vitória, com certeza.

 Um banho de água fria para os egos do Miami. Jogaram infantilmente nos erros e permitiram a virada. Primário. A defesa nunca foi forte.

 Para a sequência dos jogos, espero um Dallas ainda mais confiante, e jogando junto com a torcida da casa. E se o Heat não tomar uma boa bronca do técnico e baixar a bolinha, vão perder antes do fim da série.

 Não afirmo nada. Não sei quem vai ganhar. Só sei que eu não vou perder.



 Escrito por Danilo Albuquerque às 21h22 [] [envie esta mensagem] []






Lanterna verde

 

 Antes de eu ir ao ponto ao qual estou escrevendo este post, começo destacando a classificação do Santos para a final da Taça Libertadores após o empate com o Cerro Porteño por 3 a 3, em pleno caldeirão Defensores del Chaco, lotadíssimo e lindo de se ver.

 

 

 

 Um resultado que garante mas não convence.

 O Santos conseguiu três gols em lances isolados que não refletiram o que foi o jogo em si. Recuado a maior parte do tempo, o time praiano se omitiu muitas vezes no jogo e mesmo com os pedidos desesperados de Muricy para o time ir para frente, acabou pressionado, fechado e contando com as defesas do goleiro Rafael e com a sorte para ficar com o empate.

 Pouco para quem vai a uma final.

 De bom, a defesa que muito melhorou e a incrível eficiência do ataque, além da genialidade decisiva de Neymar, que já virou sensação e fez calar um estádio inteiro com um gol depois de um belo passe e um belo corte.

 Espera agora Peñarol ou Vélez Sarsfield.

 

Lamentáveis

 Mas eis que me dirijo ao meu assunto principal.

 Não é de hoje que eu critico a Conmebol. Um quadro de arbitragem horrível, que deixa a porrada rolar solta, se omite e se equivoca, além da ausência de punições em muitos casos quase que inafiensáveis.

 Sim, todo mundo adora xingar a mãe do juiz.

 

 Mas um outro problema vem sendo discreto, mas comum em muitos estádios e continua me dando nos nervos:

 

o maldito laser verde.

 Essa porcaria ainda passa despercebida em estádios e sempre aparece num lance em que um jogador se aproxima da torcida, como num escanteio ou numa reposição de bola qualquer. Direcionada sempre para o rosto do jogador, o laser é uma tentativa de atrapalhar a visão do atleta num determinado lance, fazê-lo perder a concentração ou irritá-lo.

 Ninguém gosta disso. Os jogadores do próprio time da casa pedem para que parem.

 Isso é simplesmente uma COBARDIA. Extrapola os limites da brincadeira e da descontração.

 

 O jogo de ontem teve laser verde, mas vários outros (inclusive no Brasil) casos, recentes ainda, mostram que isso já virou tradição, já virou costume. Veja alguns:

 

 

 

 

 Médicos já se mobilizaram para acabar com isso. Há riscos de danos graves a retina, até mesmo levando a cegueira.

 E o verde, por ter maior frequência, é ainda mais perigoso cque o vermelho.

 

 Enquanto estão mais preocupados em punir o torcedor que xinga no estádio, algo tão comum e normal, coisas absurdas como essa são superficialmente percebidas, insuficientemente para sua gravidade.

 As autoridades deviam se preocupar em coisas realmente importantes, já que o laser atrapalha o jogo e pode causar até alguma lesão séria no jogador. É extrapolar o limite.

 Isso devia constar no Estatuto do Torcedor. Isso e manifestos racistas, grupos separatistas radicais, gente que vai soltar fogos em hotel de time rival. E não o coitado do torcedor que vai ao estádio com sua família somente para ver o espetáculo, isso se ainda existir alguém que tenha coragem de fazê-lo.

 

 Tenha a santa paciência!

 

 Não é toa que se fala que O TORCEDOR NÃO É RESPEITADO NOS DIAS DE HOJE.

 As organizadas, enquanto estão no estádio cantando, são bonitas, incríveis, manifestações pacíficas e exemplares. Fora dele são marginais, bandidos, que só servem para virar noticiários de programas jornalístico-sensacionalistas. Ninguém vê a opressão dos policiais, a injustiça por trás.

 Hipocrisia estúpida brasileira que continua condenando o futebol a um esporte de barbárie e sangria.



 Escrito por Danilo Albuquerque às 18h46 [] [envie esta mensagem] []






Vida nova, presidente velho

 Josepp Blatter foi reeleito presidente da FIFA hoje, em cerimônia oficial da entidade. Depois de tirar seu principal concorrente, Bin Hamman, da disputa, o suíço venceu com 186 votos de 203.

 Alheio a todos os escândalos de compra e venda de votos, Blatter já assumiu prometendo mudanças que já deviam ter acontecido há muito, muito tempo.

 

 A escolha das sedes das próximas Copas na Russia e no Qatar ficaram um pouco mal-explicadas. Isso porque nenhum dos dois países tem tradição no futebol, e muitos disseram que só ganharam porque compraram votos. Até porque ricos todos nós sabemos que eles são.

 A FIFA justificou, dizendo que é "hora de expandir o futebol para novas terras". Um discurso politicamente correto, chato e que nada diz.

 

 Os escândalos abalaram a imagem da FIFA de uma maneira quase permanente.

 Mais que a integridade e credibilidade da entidade, ficou comprometida também todo seu trabalho.

 

 As mudanças eram necessárias e imediatas. A principal delas é visando uma maior confiança geral nos votos da FIFA. Antes, apenas o principal Conselho de 203 membros podiam votar em casos como o da Russia e do Qatar.

 Agora, todas as confederações associadas também terão esse direito.

 

 Uma medida estritamente necessária, desesperada, e que funciona como um analgésico. Alivia por enquanto, mas o problema é maior e mais grave.

 

 Pode se ver o tamanho do buraco pela sua repercussão.

 Alguns parceiros já deixaram claro sua insatisfação. Entre eles, a Coca-Cola e a Adidas pediram mais transparência, questionaram cheios de razão.

 

 Blatter terá pela frente agora um exército de fiscalizações e vigilâncias públicas, a desconfiança geral e o desafio de reerguer a imagem tão desgastada da FIFA.

 O que é muito para um pobre velho de 75 anos.

 Não o questiono. Reconheço que fez muito pelo órgão. Mas convenhamos, o tempo dele já foi.

 Ele terá quatro anos para provar o contrário e me fazer calar a boca. E logo uma bomba. Mas nada me tira da cabeça agora que uma renovação é mais necessária que qualquer outra vaidade particular.

 

OBS: Uma boa seria esse tal de Michel Platini ;D

 Aos poucos, o francês vai correndo por fora nessa briga. Ganhando apoio aqui, fazendo sua imagem ali. De grão em grão.

 Mas seria ótimo para a FIFA ter a figura de um ex-jogador e ídolo como Platini no comando. Que não é nem tão velho e nem tão corrupto.



 Escrito por Danilo Albuquerque às 20h42 [] [envie esta mensagem] []






Grandes constelações com grandes estrelas

 Começaram as finais da NBA, e depois de muito tempo, não temos nem Boston Celtics e nem Los Angeles Lakers disputando o caneco.

 Só por aí eu já poderia me animar. Mas outros motivos são ainda mais relevantes.

 

 Mavericks e Heat superaram expectativas.

 

 Depois de várias temporadas sempre batendo na trave, o Dallas finalmente encontrou seu ponto de equilíbrio. Um time bem montado, liderado por um alemão em sua melhor fase: Dirk Nowitzki. Não há como não temer seus arremessos de três.

 Mas sua principal melhora foi na defesa. Tyson Chandler e Stevenson formam uma dupla quase perfeita. Entrosamento puro.

 Isso unido a vontade quase sufocante de Shaun Marion de vencer, enfim, os playoffs, e é claro, a experiência e habilidade e de Jason Kidd, o Dallas mostrou, mais que tudo, muita consistência na temporada.

 E se credencia só por ter batido o LA Lakers! Só isso.

 

 O Miami Heat pode não ser absolutamente equilibrado, mas tem, com o perdão da analogia, um elenco que é um abalo.

 Um trio maravillha. LeBron James, Dwayne Wade e Chris Bosh, monstros sagrados do basquete atual, reunidos pela primeira vez numa temporada. E a apesar de problemas iniciais, o time engatou, engrenou e não parou mais.

 Era óbvio que isso ia dar certo. Alguém duvidava? Em pouco tempo, o Miami se tornou o "Barcelona das quadras norte-amaericanas", jogou um basquete mágico e encantador.

 E se o Dallas teve problemas nos playoffs, com eles não foi diferente. Bateram simplesmente o Boston Celtics e o Chicago Bulls, principais adversários favoritos ao título.

 

 E num entrocamento em que os favoritos caíram, e o bom basquete prevaleceu, tivemos ontem o primeiro jogo.

 

 E nada me pareceu definido.

 

 O Miami Heat venceu, mas não muito me convenceu.

 Destaco duas coisas no jogo.

 O Dallas não se sentiu como um visitante indesejado. Não começou bem, mas se soltou, impôs seu jogo e mostrou que sabe jogar e é realmente firme. Isso jogando em Miami. Espero vitórias em casa.

 O Miami se superou, mais uma vez. Não se abalou ao se ver perdendo em casa e mostrou que tem craques em fases extraordinárias. Ou seja: simplesmente tomou vergonha na cara e virou o jogo. Como devia. Achei pouco para quem jogava em casa, mas nada está perdido.

 

 E nada está decidido.

 

 O maior basquete do mundo continua um show de bola.

 Me alegrou não ver times medalhões nessa final. O que mostra uma maior variedade de times grandes, sem aquela bipolaridade Boston-Los Angeles. Mostra que tem mais times bons na parada. E que diferente do Barcelona dos campos, a democracia dos talentos ainda é justa.

 E talento é o que não falta na NBA. E são muitos.

 Essa final retoma questões que eu realmente gostaria de ver resolvidas: o que é mais decisivo? Um elenco bom ou jogadores bons?

 Tirando fatores externos a isso, como egos e altos salários, o basquete sempre (ou na maioria das vezes) foi decidido num jogo de equipe. E sendo um, ninguém ganha sozinho. E ninguém é o que é sozinho. Portanto todo time é forte como time.

 Mas um time que tenha jogadores que são maiores que o próprio time. Estrelas, astros internacionalmente famosos e temidos, monstros que já entraram para história. Toda essa imponência contra a humildade de um time que treinou, se entrosou, criou um grupo/família e venceu na pura obediência técnica e tática.

 O que é melhor?

 Espero que esses playoffs me respondam. E de preferência, com mais shows.



 Escrito por Danilo Albuquerque às 20h17 [] [envie esta mensagem] []






Afinal, quem é o Brasil na Libertadores?

*Post oficial no blog FuteAki.com com modificações

Único clube brasileiro sobrevivente a esta Libertadores, o Santos faz seu segundo jogo de semi-finais nesta quarta-feira contra o Cerro Porteño no Defensores del Chaco decidindo a vaga para a grande final da Taça Libertadores.

O adversário sai do jogo entre Vélez Sarsfield e Peñarol.
É comum entre os jargões esportivos de comentaristas e narradores "medalhões" da TV brasileira frases prontas, de efeito, como o tão famoso "o Santos é o BRASIL na Libertadores". Frase devidamente adaptada ao contexto atual.
Mas isso é verdade?
 Levando em conta a tradição do torcedor de brasileiro de, depois ou até em alguns casos antes mesmo de torcer para o próprio clube, secar o clube adversário, esta frase não está de todo correta.
 Não se trata de uma questão de inveja, nem tampouco de maldade. Faz parte querer ver o clube que se destaca no mesmo nível do seu, ou pelo menos um pouco abaixo do que ele se encontra. E isso não é um sentimento deplorável, mesmo que a primeira vista pareça. No mundo do futebol, é totalmente compreensível e aceitável. Sorte e competência de quem entende isso.
Mas também a frase não é de todo errada.
 Há aqueles (como eu) que gostam de torcer para quem se destaca. No maior sentimento "que vença o melhor", nada mais justo do que torcer para o único clube representante de seu país numa competição internacional, guardadas as devidas rivalidades e circunstâncias.
 Isso sem necessariamente dar o braço a torcer ou virar a casaca. Um simples apoio, completamente sem importância ou significação, que apenas mostra que me solidarizo com as torcidas ainda em canto, com os gritos ainda ecoantes nos estádios brasileiros nas quartas/quintas a noite.
 Este é meu jeito de torcer, mas não condeno quem não o segue.
Independente de apoios ou secadas rivais, o Santos tenta confirmar e consumar o bom futebol que apaixonou o Brasil no ano passado e o carimbou para esta competição neste ano.
Mesmo sem a genialidade sutil de Paulo Henrique Ganso, o Santos ainda dispoe de outras armas letais.
Elano e Leo mostraram muito mais além de uma maturidade adquirida com o tempo. Mostraram personalidade e espírito de liderança dentro de campo, muitas vezes definindo um jogo difícil ou acendendno uma chama apagada. São essenciais.
Tal como este garoto Danilo. O que seu futebol evoluiu e se destacou nos últimos foi algo meteórico. Simplesmente fantástico no apoio, marcação e até conclusão. Volante perfeito, que junto com Arouca vem melhorando a tão criticada zaga do Santos. Contratada com o ataque.
Ataque que se não tem um Zé Love numa boa fase, tem um Neymar nunca antes visto. O garoto não tem limites. Se supera em campo, ultrapassa os limites e revoluciona o conceito de futebol bonito. Aquele bem jogado, bem visto, plástico e mágico. Sem nunca perder o que lhe é fundamental: o gol.
E de gol em gol, o Santos chegou até aqui. Até onde mais irão estes meninos fantásticos antes de alcançarem a Europa e ganharem o mundo?
O primeiro passo é a América. E com um futebol de um mundo de imaginação, por que não sonhar?


 Escrito por Danilo Albuquerque às 19h53 [] [envie esta mensagem] []






Vergonha antecipada

 Se as autoridades, boleiros e brasileiros em geral, já estavam preocupados com a imagem que o Brasil passaria na Copa em 2014, é bom que saibam que a vergonha nacional pode já se antecipar.

 

 Nesse domingo, 4 de junho, o Brasil fará seu amistoso contra a tão temida Holanda, carrasca da última Copa, mesmo jogando sem seu carrasco-mor (Sneijder). Os jogadores procuram evitar um muito provável clima de revanchismo e rivalidade, mas é inegável: não queremos perder para eles de novo, não gostamos de freguesia e eles não vieram a passeio.

 Já nos basta a França.

 Pois bem. Tudo muito bom, tudo muito bem.

 

 Nem tudo, na verdade.

 

 O jogo será em Goiânia, no Serra Dourada. Eis o problema.

 Jogar em Goiás é problema? De maneira alguma. Jogar no Serra, nas atuais condições, aí sim é.

 

 O estádio, entrando na onda e na tendência, passou por intensas reformas nos últimos 20 dias, melhorando a pintura, alguns assentos, o gramado e otras cositchas más.

 No entanto, ainda seguindo a onda e a tendência, nada está pronto. Muito pelo contrário, há muito o que ser feito antes de sábado agora.

 

 Corredores empoeirados, com andaimes, vassouras, tintas, panos e tudo que uma obra decente deve ter preocupa os organizadores do jogo.

 Nem tudo é atraso, muitas partes já estão concluídas, principalmente no que diz respeito ao trânsito e acessos ao estádio.

 

 Esse fato mostra uma ineficiência do governo do estado goiano.

 O governador, Marconi Perillo, chamou a atenção da CBF para que olhe "com bons olhos" a cidade e o estádio, que não estará na Copa do Mundo. A CBF tem um plano, considerado "plano B", que incluiria estádios de estados fora da Copa para servirem de escape caso algo desse errado. E Goiás é um dos principais estados ausentes.

 Ora, se o governador do estado chamou a responsabilidade, pediu mais atenção e deu garantias de estrutura e organização, só posso crer que esse atraso é pura incompetência. Mais uma prova de que tudo nesse Brasil é burocraticamente lento, licitatório e escroto.

 Mas nenhum atraso em licitações justifica a demora da obra.

 

 Se o amistoso é para sábado agora, creio eu que já devia estar pronto, no máximo, no sábado passado!

 Procedimentos de rotina, como vistoria, monitoramento e inspeção do estádio são comuns, ainda mais um que vai abrigar um jogo de seleções internacionais. E não qualquer uma, simplesmente a Seleção Brasileira.

 

 E não entendem por que a Holanda preferiu treinar no CT da Seleção, no Rio de Janeiro. Os gringos esqueceram até o frio para não viverem inconvenientes.

"Quando estiverem prontos, nos avisem! Por enquanto, nos deixem em paz com nossas caipirinhas."

 

 Essa já é a imagem que estamos passando para os holandeses. Não falta muito para ser a mesma que passaremos para o mundo inteiro.



 Escrito por Danilo Albuquerque às 19h47 [] [envie esta mensagem] []






Romano

Não aguento mais usar a palavra "contratação" nesse blog!

¬¬

 

 É uma overdose.

 Nunca vi tantos nomes, tanta gente retornando ao país ou virando a casaca. Tanto entra e sai.

 Hoje é fato que o futebol brasileiro está cada vez mais abastecido pelo mercado de transferências. Times usando planos mirabulosos para trazer craques a preços estelares e fazê-los encher os cofres e quitar as dívidas. Cada vez com mais arrojo.

 

 Pois bem.

 

 O Corinthians acertou a contratação de Adriano, o persona non grata do Aterro do Flamengo. É do clube até 2012.

 

 

 E na coletiva de imprensa já mostrou a que veio. Diz querer voltar a Seleção, esquecer o passado, mostrar que está mais maduro e responsável. Como um político em promessas de campanha, tentando convencer o corinthiano de que ele não é um mau negócio, apesar de toda sua fama de irresponsável.

 Até porque só veio para o Corinthians porque ninguém mais na Europa queria ele, e nem o próprio Flamengo aceitou fechar com ele. O Flamengo não, o Luxemburgo.

 E o Corinthians, meio por caridade, meio por esperteza, decidiu ficar com ele, mesmo sabendo que sofreria protestos a respeito.

 Mas quem deu a cara para bater mesmo foi Ronaldo. O maior responsável pela recuperação e comprometimento do Imperador com o clube. E se algo der errado, culpem a ele.

 

 Já li muita coisa a respeito dele na mídia.

 É claro que a imprensa tem uma tendência por exagerar os fatos. Um sensacionalismo desnecessário, só para piorar uma situação que já estava ruim.

 Uma coisa eu concordo a respeito: Adriano, antes mesmo de um problema, é um doente. Precisa de tratamento. Não precisa sequer de más influências para tender ao mau caminho. E ele tem consciência disso, consciêncai de que ainda é fraco com relação a bebida, com relação a amizades, a maus conselhos.

 Me agrada, a primeira vista, de ver Ronaldo assessorando o craque. Mostra que tem gente que ainda acredita nele, que sabe de seu potencial, e não há quem duvide que ele tem. Chego até a afirmar, e com convicção, que em alguns aspectos o Imperador é ainda melhor que o Fabuloso. Coisas como potência de chute, posicionamento dentro da área, conclusão. Portanto Adriano com 100% da sua forma é melhor que o Luis Fabiano com seu 100% também.

 Chegar aos 100% é que é a questão.

 

 Adriano não deu certo na Roma e nem na Inter nos últimos meses porque a Europa exige uma coisa que ele parece ter perdido: cabeça no lugar. Não admitem que falte em treinos, que seja visto em baladas, em confusões. Lá ele é só mais um, não uma estrela, apenas mais um.

 No Brasil, no entanto, deu certo e muito no São Paulo e no Flamengo, justamente por aqui ele saber que é adorado e que é ídolo. E é lógico que ele tem regalias por isso.

 Só que Adriano agora volta em um cenário totalmente diferente. Em baixa e rejeitado no próprio Flamengo, que é quase um time de rehabs, o Imperador agora terá a consciência de que ou joga ou acabou de uma vez. É a última chance de se firmar no futebol.

 Se tudo der certo, ele pode voltar a Seleção sim, sem dúvida, apesar da idade. Mano busca por um atacante como ele.

 Só que precisa se tratar.

 

 Fazendo jus ao seu apelido, Adriano é tão louco como alguns imperadores que a antiga Roma teve. Nero, Calígula, Heliogábalo entre outros.

 Um dele, Cláudio, imperador de 41 a 54, foi acusado de promover orgias em suas "festinhas" particulares.

 Ou seja: não havia apelido melhor para dar a ele do que Imperador. Mas está na hora de conquistar a Mesopotâmia, ou na linguagem do torcedor, a Libertadores.



 Escrito por Danilo Albuquerque às 13h50 [] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 





BRASIL, Sudeste, OSASCO, Vila Yolanda, Homem, de 15 a 19 anos, Portuguese, English, Esportes, Música
MSN - danilo_goleiro@hotmail.com









 
 


Todas as mensagens
Link
Evento
Citação
Avaliação
Liga dos Campeões



Link-me!


Link-me!


venda de terreno em pouso alegre Sport Blogs - Blog Catalog Blog Directory

UOL - O melhor conteúdo
De tudo um pouco - Sex and the City
Giro Global
Futebol Fã Clube
Visão de Jogo
LeioLeo
Blog de edimeli
Blog do Matthew (Mundo da bola)
G O A L FC
Simples como pão
Bola na Rede
Pensamentos de Janara
Blog Fala! Oton
Análise F.C.
Blog do Manuel
DADO.PAG
FIFA Arena
PES World Next Gen
Maníacos do Futebol
Blog do escritor Emídio Lopes
Outros Papos
Palavra de Nanael
Blog da Olívia
Futebol sem Firúlas
Esperando na Janela
FLOYD SIQUEIRA
Love Girl
Cantinho da Nadjinha
Nação Rubro-negra
Sitting, waiting, wishing
Blog da Gabs Righetti
Blog da Mila
Blog da Comunicação
Futebol, Mulher e Rock n' Roll
Ih Legal - Penso, Blogo, Existo
 
 

Dê uma nota para meu blog